Saturday, May 16, 2009

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REGRESSO AOS 80



Foram recentemente publicados pela Laurence King , de Londres, dois livros que, para além do editor e do mês de lançamento (ambos publicados no passado mês de Março) têm vários aspectos em comum, são eles Sketchbooks: The Hidden Art of Designers, Illustrators & Creatives editado por Richard Brereton e Creative Space: Urban Homes of Artists and Innovators editado por Francesca Gavin.

Nos dois casos, tratam-se de “aproximações” tanto ao processo de trabalho como ao life style de designers e artistas contemporâneos: Sketchbooks desenvolve essa aproximação a partir dos esquiços dos criadores; Creative Space a partir da “imagem” (por vezes próxima de uma encenação do espontâneo) das suas casas.


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Nos dois livros, propõem-se um jogo entre a esfera privada (o diário gráfico, o caderno de esquiços, o espaço privado) e a esfera pública (a obra e uma certa “imagem” do criador). Pese embora todos os tiques de contemporaneidade e uma certa auto-referencialidade formal que tende a limitar a pertinência dos seus conteúdos são objectos interessantes, agradando-me claramente mais o primeiro, que despertam um positivo voyeurismo criativo.

Brereton e Gavin são dois nomes trendy no actual mercado criativo e editorial. Sendo, eventualmente, boas companhias para se aparecer numa festa, seria injusto não reconhecer os seus méritos. Richard Brereton tem acumulado trabalhos para televisão (incluindo a BBC) e é actualmente editor da revista Graphic, onde tem deixado a sua marca pessoal, anunciando-se para Setembro uma nova revista de artes visuais e um livro co-editado por Marc Valli. Francesca Gavin é editora para as artes visuais da revista Dazed & Confused e publicou, desde 2007, três livros, os anteriores dedicados à arte pública e à nova arte gótica, um livro, aliás, delicioso.




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Tratando-se de dois projectos curatoriais é interessante analisar os nomes dos criadores convidados. Eles têm, na sua maioria, menos de 35 anos, pertencendo, por isso, à mesma geração dos curadores do projecto. No caso do livro de Brereton, envolvendo ilustradores, designers gráficos e um designer de tipo (Dreibholz), percebe-se uma intenção de dar “representatividade” através de escolhas, criativa e geograficamente, diversificadas, ainda que quase todos os criadores escolhidos trabalhem actualmente no Reino Unido e nos Estados Unidos (ou com clientes desses países); são eles: Carole Agaesse; Renato Alarcão; Pablo Amargo; Clemens Baldermann; Lauren Simkin Berke; Serge Bloch; Pep Carrió; Frédérique Daubal; Agnès Decourchelle; Dominic Del Torto; Henrik Delehag; Marion Deuchars; Andrea Dezso; Paulus M. Dreibholz; Henrik & Joakim Drescher; Ed Fella; Isidro Ferrer; Peter James Field; Fuel; Anna Giertz; Chris Gilvan-Cartwright; Brian Grimwood; Johnny Hardstaff; Flo Heiss; John Hendrix; Boris Hoppek; Seb Jarnot; Oliver Jeffers; Fumie Kamijo; Hiroshi Kariya; Daniel Kluge; Hiro Kurata; Asako Masunouchi; Flávio Morais; Robert Nicol; Peter Saville; Gustavo Sousa; Simon Spilsbury; Marc Taeger; Mark Todd e Holly Wales.

Olhando para esta lista, claro que saltam à vista dois nomes consagrados como Peter Saville e Ed Fella (creio que o mais velho do grupo) e uma série de nomes a caminho da consagração casos de Clemens Baldermann dos Purple Haze, Marion Deuchars, os ilustradores Mark Todd e Renato Alarcão ilustrador brasileiro conhecido, sobretudo, pelos trabalhos publicados no The New York Times, o seu compatriota Flávio Morais ou o espanhol Pablo Amargo vencedor do Prémio Nacional de Ilustração em 2004.

Outros estarão na categoria dos “criadores emergentes” como o “maverick” Dom del Torto , a jovem ilustradora, de origem húngara, Andrea Dezso autora do belíssimo Community Garden, o sueco Henrik Delehag conhecido pelos recentes livros como Ben Carey, ou ainda Boris Hoppek nome ligado à street-art ou, o já referido, Paulus Dreibholz cujo trabalho tipográfico me agrada muito.

Da citada lista, alguns nomes são, para mim, menos conhecidos ou mesmos desconhecidos, como Carole Agaesse, Peter James Field , Hiroshi Kariya ou Agnès Decourchelle que, o pouco que conhecia, não me tinha entusiasmado.



No livro de Gavin, os criadores estão, maioritariamente, ligados a um universo “trendy” londrino, parisiense ou nova-yorkino (não deixando de surpreender a ausência de criadores de Viena ou Instambul para referir uma cidade que esteve e outra que está claramente in) com clientes no mundo da moda e da “alta sociedade”, casos de Hardy Blechman o designer da Maharishi, Lúcio Auri, Ludivine Billaud designer gráfico ligada à Kenzo ou a JP Gaultier, Nicola Formichetti e Artus de Lavilléon ou jovens artistas plásticos bem cotados como Stuart Semple cujo trabalho é, aliás, marcadamente gráfico ou Aya Takano.

É claro que, ao nível dos conteúdos, os dois livros não são comparáveis. Os conteúdos de Hidden Art são claramente mais interessantes e consequentes, mesmo do ponto de vista em questão: retratar, a partir de uma perspectiva “privada”, diversos criadores contemporâneos. Mas sublinhadas as diferenças, não estamos, nos dois livros, longe de um certo self-referential design típico dos anos 80.

Wednesday, May 13, 2009





Que função social para o design?


O designer julga construir o mundo, designando-o em direcção à liberdade ou à felicidade, mas acaba conformado com ele. É conformado pelos mass media, pelas mensagens comerciais da publicidade, pelas tendência de consumo da coma, isto é pela indústria cultural que o envolve. Cada designer constitui uma certa construção dessa cultura em si. E por ironia, quanto mais apela à originalidade da sua condição de ser, mais se submete à ordem estereotipada que lhe foi reservada pela múltipla oferta do Mercado, no inefável desejo capitalista de servir. Aquilo a que o agente de transformação aspira está contaminado pela cultura material, e por isso, já não deseja se não a submissão a essa ordem; foram educados para isso.

Não restará, por isso, outra estratégia à revolução da Arte se não a de resistir a todo o custo, devolvendo ao museu ou à galeria o vazio, o inusitado, o testemunho ou a denúncia, a mínima experiência de genuína liberdade, a proposta de outra coisa mais humanizante.


DESENHAR ENTRE FACES, FRANCISCO PROVIDÊNCIA, EASI, N.1, 2008, pág. 52

Monday, May 11, 2009




SOMETIMES I WONDER
por John Getz


Acabei de rever Wanda, o superlativo filme realizado em 1970 por Barbara Loden. No início dos anos 80 escrevi, just for fun, um argumento para cinema: a história de um homem que, na sequência de uma queda tirada do Rear Window fica com um amnésia que reduz a suas memorias a flashes de cenas de filmes.

Entre as imagens recorrentes ( de resto a primeira e última imagem): o rosto de Wanda, fortíssimo, inolvidável. Aquele argumento reflectia, na perfeição, a minha cinéfilia, fragmentária e difusa. De muitos filmes, retenho apenas uma sequência, quando não uma imagem, um diálogo ou pormenor, um certo clima sugerido pela fotografia, um movimento de câmara ou corte de montagem. Esse é o meu conhecimento de certos filmes que muito admiro: de You Only Live Once guardo a sequência do lago no velho Motel; de Gun Crazy o trepidar dos corpos, a inexorabilidade do destino; em People Will Talk de Mankiewicz a lição inaugural; no Johnny Guitar aquele diálogo, sempre aquele diálogo:

Vienna: Lie to me (…) Tell me you still love me like I Love You.
Johnny: I Still love you like you love me.

Nesta forma, idiossincrática, de me envolver com os filmes reside, creio, o melhor e o pior da minha cinefilia. Já agora, algo de muito semelhante me sucede enquanto leitor ou ouvinte. Mas isso fica para outro texto. Por agora fiquem com Wanda.


Saturday, May 09, 2009

SEBASTIÃO & PAUL









Para quem goste de acreditar nas virtudes dos wikis, a versão portuguesa da Wikipédia é uma profunda desilusão. Se ao entrarmos numa livraria é fácil pensarmos que o design português nunca existiu, essa ausência sai confirmada por uma visita à Wikipédia. Se a pt.wikipedia conhece, pouco e mal, quem foi Paul Rand, já desconhece em absoluto que alguma vez tenha existido Sebastião Rodrigues. Igualmente, uma procura por "Almanaque", "Victor Palla" ou "Sena da Silva" terão igual sorte. E se quisermos conhecer a espantosa obra gráfica de Paulo Ferreira, não adianta recorrer à wikipedia pois ela dir-nos-à que se trata de um jogador de futebol do Chelsea.

Não admira, pois, que uma pesquisa por "design português" não obtenha qualquer resultado. Design português? O que é isso?

Wednesday, May 06, 2009

hmreading



Não fiz referência, aqui no Reactor, ao recente falecimento de Augusto Boal.

Não conhecia a sua obra tão bem quanto desejaria mas dela conhecia o suficiente para saber que era muito mais do que teatro, era uma estratégia, a muitos títulos radical, de fazer cultura e política que me seduziu (e seduz) verdadeiramente. Por mais do que uma vez arrisquei, em textos ainda inconclusos, estabelecer uma relação entre o Teatro do Oprimido de Boal e um programa para uma prática colaborativa de design. Não será ainda este o momento de o fazer. De resto, deixo as palavras saltarem para o post na sua dispersão. Tinha pensado escrever sobre o projecto Department of Reading, voltando assim a uma reflexão sobre as questões da escrita e da leitura na contemporaneidade que vêm interessando. Mast al como já sucedeu em outros momentos (recordam-se ?) perdi-me, errante, em furtivas leituras que me levaram até aqui. A última coisa que li, antes de começar a escrever, foi este artigo no NY Times. Depois da arte nos hóteis (notícia já de si improvável), sucederam-se as mais improváveis associações: lembrei-me da “Queima” por ter estado a seleccionar materiais para os meus alunos, o que me fez lembrar de um livro, o recente Never Sleep: Graduating to Graphic Design que não sei porquê me levou a pensar no projecto da Leo Burnett Lisboa que através de uma aplicação para o Firefox muda, em todos os sites, a palavra “crise” por “oportunidade”. Terá sido esta “passagem” da crise para a oportunidade que me fez pensar em Boal. E por aqui termino.

Tuesday, May 05, 2009





No dia 21 de Maio inaugura o MUDE – Museu do Design e da Moda de Lisboa. Mais do que permitir a exposição pública da interessante colecção de Francisco Capelo, o desafio que se coloca ao MUDE passa por conseguir desenvolver em Lisboa, ou melhor a partir de Lisboa, uma consistente e continuada política curatorial em design.

É interessante questionarmos qual o modelo curatorial que Bárbara Coutinho irá desenvolver no MUDE. Os Museus, particularmente os museus que trabalham espólios contemporâneos, tendem a ser instituições porosas que, precisamente por isso, revelam capacidade de desenvolver formas de programação que vão para além do espaço museológico.

As práticas curatoriais em design, oportunamente tema do último número da revista Azimutes, não foram, até hoje, alvo de debate ou estudo em Portugal. Também por isso, o MUDE deve assumir um natural protagonismo relativamente à definição de um modelo de exposição, estudo e interacção com o público de obras de design. O desafio que se coloca à Directora do MUDE é pois grande. Acredito que Bárbara Coutinho possa estar à altura do desafio, não apenas pela competência demonstrada durante a sua passagem pelo CCB e em algumas “acções-MUDE”, como pela forma segura (cautelosa mas visível) com que a inauguração da exposição Ante-Estreia foi trabalhada.


Para a concepção do espaço expositivo foi escolhido o atelier Ricardo Carvalho e Joana Vilhena e, tanto quanto se sabe, a exposição irá mostrar cerca de 170 peças estabelecendo diálogos entre diversos períodos, motivações e autores: de Verner Panton a Vivienne Westwood passando pelos Droog Design. Promissora é igualmente uma anunciada segunda exposição, a inaugurar em Junho, que em colaboração com o Museu de Design de Zurique traz a Lisboa parte a sua notável colecção de cartazes.

Coincidindo com a inauguração da exposição Ante-Estreia anuncia-se, igualmente, a publicação de um catálogo MUDE com textos de Bárbara Coutinho, Anabela Becho, Carla Carbone, Eduarda Abbondanza, Frederico Duarte, Inês Simões, Luis Royal e Madalena Galamba.

Devemos, pois, aguardar pelas exposições e publicações, de que a nossa cultura do design está tão carente, esperando que elas possam contribuir para uma mais alargada, profunda e participada discussão sobre design.

Friday, May 01, 2009

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MAIO AGENDA*


Porque Maio promete ser um mês intenso, o Reactor propõe uma Agenda cultural com diversas sugestões. Há muita coisa a acontecer, dentro e fora de portas, Stuart Bailey e Werner Herzog já chegaram, Kenneth Anger vem a caminho; já amanhã há um intenso Clubbing com PJ Harvey, a Feira do Livro já anima o Parque Eduardo VII e ao longo do mês vamos ter as actividades da Lisboa Transcultural, o Fimfa, o Doc Europa e Cinema Japonês dos Anos 60 e isto sem esquecer o OFFF a inauguração do MUDE e, ali ao lado, Cannes, Chaumont e a Bienal de Design de São Paulo.



1 de Maio

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Poque o May Day, por exelência é em Paris, começamos ai o mês de Maio. Na Galerie Anatome encontra-se a exposição do designer britânico Jonathan Barnbrook e seus colaboradores (Elle Kawano, Marcus Allion, Jonathan Abbott e Daniel Streat) intitulada Collateral Damage.

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E para que o dia do trabalhador seja perfeito, depois de um croissant em Paris nada melhor do que um custard comido em Londres onde, para terminar em beleza, se aproveita o último dia da exposição sobre cover design Revolutions: From Gatefold to Download .

Apenas para aqueles que acham que "se duas exposições é bom, três é melhor", fica a sugestão de uma visita à exposição Framing Modernism: Architecture and Photography in Italy 1926-1965. E como o dia já foi longo, talvez o melhor seja beber apenas um copo no Soho e ainda tentar dormir alguma coisa que amanhã já vamos acordar em Nova York.



2 de Maio

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Se tudo correu como planeado estamos em Nova York a caminho da Pratt Manhattan Gallery para não perdermos a oportunidade de ver a exposição Broadcast que hoje encerra. A curadora Irene Hofman reuniu um conjunto extraordinário de obras de Dara Birnbaum, Antonio Muntadas, TVTV, Nam June Paik entre outros artistas que, a partir dos anos 60, tomaram a Televisão e Rádio como objecto de Media Arte.

Da Pratt corremos em direcção à galeria Paula Cooper para a inauguração da exposição After Image sobre repetição, imitação e cópia na arte do Século XIX ao Séc. XXI.



3 MAIO


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Mais um dia em Nova York oferece-nos a oportunidade de ir ver uma prometedora exposição, The Pictures Generation: 1974-1984 que reune obras de John Baldessari, Dara Birnbaum, Barbara Kruger, Sherrie Levine ou Cindy Sherman. De madrugada regressamos a Lisboa.



4 MAIO

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Tiramos o dia para assistir a duas conferências, A Arte Antes e Depois da Arte leva à Culturgest dois nomes centrais da Estética contemporânea José Jimenéz e Mario Perniola; mais tarde no Teatro Maria Matos tem lugar o debate Arte&Mercadoria com António Guerreiro e Maurizio Lazzarato.



5 MAIO

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Damos "um salto" a Vila Franca de Xira onde, no Museu no Neo-Realismo, está a exposição sobre fotografia portuguesa dos anos 50 Batalha de Sombras comissariada por Emília Tavares.



6 MAIO


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O dia é de Estados Gerais na Arte Contempo e a noite é passada com La Danseuse Malade na Culturgest. Pelo meio talvez tenha dado para ver ou rever Vanderheyden ou Herzog.




7/8/9 MAIO

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Entre 7 e 9 há o Offf em Oeiras e a conferência sobre Cultura e Conflito na Católica. Pelo meio, a 8 de Maio, inaugura a exposição Estrela Brilhante da Manhã na ZDB em torno da figura de Kenneth Anger.




10 de Maio

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De volta a Londres para uma das exposições do ano: Rodchenko & Popova: Defining Constructivism na Tate.




11 MAIO


Como Barcelona fica a caminho (mas mesmo que não ficasse...) é ver-nos descer as ramblas em direcção ao CCCB onde Michela Marzano e Josep Ramoneda falam sobre La Cultura de la Crisi .




12 MAIO


Piscámos os olhos e já estávamos a comer uma mousse de abacate na cafetaria do CAM, depois metemo-nos no combóio com destino a Almada onde, na Casa da Cerca está a exposição 1/150 Gravar e Multiplicar. A noite de hoje vai ser passada a viajar rumo a São Paulo.




13/14/15 MAIO


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Três dias em São Paulo, ou seja, um dia para a Bienal brasileira de Design gráfico ; outro dia para a exposição Desenho e Design: Amilcar de Castro e Willys de Castro no IAC; e um último para curar o jet lag que é como quem diz, para passear na Avenida Paulista e visitar as livrarias, nomeadamente, a fabulosa Cultura.




16 MAIO

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Dizemos "presente" na inauguração do Poster Festival de Chaumont.




17 MAIO

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Chaumont intensificou a paixão pelos cartazes e foi impossível resistir a uma ida ao Poster Museum de Wilanów, na Polónia, para visitar duas exposições de cartazes extraordinárias: Golden Age
Highlights of Dutch Graphic Design from 1890 to 1990
e Wind from San Francisco
Polish Poster from the 1960s and 1960s
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18 MAIO


Dia internacional dos Museus ou seja total liberdade de escolha. Ir para Belém é uma boa possibilidade.




19/20 MAIO

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Bem sei que já se esta a tornar rotineiro, mas estamos de novo nos Estados Unidos. As razões? muito boas, de seu nome In Real Life.




21 MAIO


Inaugura hoje o MUDE Museu do Design e da Moda. Amanhã abre a exposição inaugural. A ver vamos.




21/23 MAIO


Acompanhado pelos meus amigos type designers aterro em Berlim, onde não ia já há uns bons 10 anos. Até dia 23 vamos acompanhar o Typo Berlim: SPACE .




24 MAIO

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É indiscutivelmente um dos melhores museus de design do mundo, no dia 24 as exposições que podemos visitar são 5 todas imperdíveis: Every Thing Design – The Collections of the Museum für Gestaltung Zürich; Good Design, Good Business – Swiss Graphic Design and Advertising by Geigy, 1940-1970; Irma Boom – Book Design; Hermann Obrist – Sculpture / Space / Abstraction around 1900; Switzerland as Paradise.




25 MAIO / 26 MAIO


De volta a casa: Dexter Sinister – Extended Captation na Culturgest do Porto e Daniel Blaufuks no Solar de Vila do Conde.



27/28 MAIO


De volta a Londres, onde no fim de Maio os eventos de design se sucedem. Começando com os Oscars do Design ou, por outras palavras, pelos Brit Insurance Design of The Yaer 2009 no Design Museum.




29 MAIO

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Ainda por Londres, para assistirmos ao Show: RCA ONE e avaliar a qualidade da "fornada".




30 MAIO

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Último dia em Londres, dia destinado à exposição Said Why Eggs? e as suas 26 interpretações do alfabeto.




31 MAIO

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Last but not least, no último dia do mês uma última grande exposição, dedicada à obra de Otl Aicher no SFMoMA. A exposição fica até dia 7 de Junho mas podendo ser vista em Maio é preferível é que algo me diz que Junho volta a ser movimentado.


* Qualquer sugestão para a Agenda de Maio é bem vinda. Para tal basta deixar a informação nos comentários a este post.

Wednesday, April 29, 2009

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Um dos períodos da história do design português que mais me fascina situa-se entre 1970 e 1974. Da imensa e magnífica produção de design, em particular ao nível do mobiliário e do design gráfico, desse período os melhores documentos de que dispomos para a conhecer encontram-se nos dois catálogos – o catálogo da I Exposição de Design Português (1971) e o da II Exposição de Design Português (1973) – publicados pelo INII – Instituto Nacional de Investigação Industrial.

Durante esse período a produção de um conjunto vasto de designers como João da Câmara Leme, Luís Duran, Sebastião Rodrigues, Carlos Rocha, Sena da Silva, Moura-George, Daciano Costa, Armando Melo entre outros, contribuiu para uma renovação do design português, do seu mercado e dos seus públicos. Vejam-se, a título de exemplo, os "genéricos" de programas televisivos feitos por designers para a RTP durante esse período.

Entre vários exemplos, recordo-me de um fantástico desdobrável lúdico, intitulado “Brincadeira” desenhado por Armando Melo, a extraordinária linguagem gráfica desenvolvida por Moura-George para os Laboratório Fidelis, as capas de livros de Sebastião Rodrigues e Câmara Leme, a evolução tipográfica bem expressa nos logótipos desse período desenhados por João Constantino, José Manuel Rego ou Cristina Reis; a notável renovação do design de embalagem graças ao contributo de Carlos Rocha, Carolina Cotrim ou António Garcia.

De certa forma a obra de António Garcia retrata, no seu melhor, um período da história do design português marcado por um interessante depuramento da linguagem moderna, experimentação e ecletismo. Garcia, à semelhança de muitos outros designers da sua geração (casos de Sena da Silva ou Daciano com os quais trabalhou) desenvolveu uma obra diversificada onde se encontram projectos gráficos, mobiliário, arquitectura e interiores.

À obra de António Garcia, a DDLX dedicou no espaço do ateliêr uma exposição intitulada O Tempo das Imagens que tendo sido, em termos de exposições de design, um dos acontecimentos desse ano passou injustamente despercebida.

António Garcia, nasceu em Lisboa em 1925. Em meados da década de 1940 começa a colaborar com Sena da Silva, colaboração que se prolonga até ao final da década de 50. Durante as décadas de 1950 e 1970 desenvolve uma prolífera produção gráfica, entre design editorial e capas de livros - as suas capas para a Ulisseia surgem regularmente entre 1952 e 1970 - selos, cartazes e packaging – SG Ventil (1964), Sintra (1965), SG Gigante (1966), SG Filtro (1968); Ritz (1970); Plaza International (1974). Durante esse período desenhou igualmente um conjunto vasto de projectos de identidade para a Ecomar, Strol, Sorefame ou Crédito Predial Português.

O nome de António Garcia é também indissociável do mobiliário português nesse período. Entre a cadeira Gazela (1955) e cadeira Relax (1971) foram inúmeros os projectos de equipamento, interiores e arquitectura efémera criados por Garcia, com destaque para a cadeira Osaka’70 desenhada para o pavilhão português da Expo Osaka em 1970.

Esperemos que a exposição sobre os anos 70 em Portugal, que se anuncia para breve na Fundação Calouste Gulbenkian, possa contribuir para colmatar a invisibilidade a que o notável design português desse período tem estado votado.

Saturday, April 25, 2009

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É difícil imaginar o que poderia ser a história da arte e do design em Portugal se, até Abril de 1974, o país não tivesse estado debaixo do mais longo regime fascista da Europa. O isolamento a que se condenou e a, consequente, marginalização cultural a que foi votado Portugal por diversos países europeus e organizações internacionais durante o regime de Salazar impôs barreiras que tornaram praticamente impossível - para além de um cenário que não envolvesse uma encomenda do regime ou uma fuga, condenada ao cárcere ou ao exílio – uma maior presença, diálogo e reconhecimento internacional da criação cultural portuguesa.

Quando no dia 25 de Abril o Movimento das Forças Armadas desencadeia uma acção da qual resulta a queda do regime de Marcelo Caetano e o desmantelar das principais estruturas em que assentava o regime totalitário, rasga-se um novo horizonte de criação e intervenção – em grande medida catalisado pela própria poética da revolução – indelevelmente marcado pelas Campanhas de Dinamização Cultural do MFA e pelo modo como a elas aderem um conjunto notável de criadores – Vieira da Silva, João Abel Manta, Vespeira, Gentil-Homem, Justino Alves e tantos outros.

O design gráfico do pós-25 de Abril é indissociável de suportes pobres e democráticos: o cartaz, o mural. Há cerca de um ano, tive o privilégio de ser convidado pelo CEMES para trabalhar o espólio de cartazes de Ernesto de Sousa. Os cartazes políticos portugueses da década do pós 25 de Abril aguardam ainda um estudo aprofundado. Mesmo face à ausência desse estudo, começam agora a ter uma maior visibilidade pública aproveitando a preservação feita quer em colecções particulares (Ernesto de Sousa, José manuel lopes Cordeiro), quer por associações, nomeadamente a Associação 25 de Abril .

No passado dia 18 a ZDB inaugurou a mostra À Esquerda da Esquerda , que apresenta cartazes do CEMES, do Centro de Estudos Operários e da colecção de José Manuel Lopes Cordeiro. Integrado neste evento, foi ontem lançado o livro de José Gualberto Freitas A Guerra dos Cartazes que hoje pode ser adquirido com o jornal Público.

Já ontem, a RTP Memória exibiu o programa TVSete transmitido em directo no dia 28 de Abril de 1974. O que ali mais se destaca é a espantosa coreografia da liberdade – que perpassa os gestos, os rostos, as vozes; que se manifesta na ausência de mise en scène, na absoluta informalidade com que se está no estúdio (pessoas que passam em frente à câmara, que acendem um cigarro, que se sentam em cima da mesa, que se abraçam). A certa altura, Baptista Bastos faz um intervenção para dizer que “até ontem” nunca havia escrito em liberdade, que por isso não sabia escrever em liberdade e concluía assim: “peço aos leitores que me ensinem a escrever”. Essa espantosa experiência de liberdade – essa profunda revolução – que se traduz num aprender, em conjunto, os gestos essenciais, nós que nascemos depois de Abril não a tivemos. E no entanto, Abril impele-nos a descobri-la: torna urgente essa descoberta.


Nota: Uma breve selecção de cartazes políticos de Abril pode ser vista no Ensaio.

Friday, April 24, 2009




De uma das cidades mais assustadoras dos Estados Unidos, têm chegado desde 2005 algumas das músicas mais sedutoras que tenho ouvido ultimamente, os seus autores são os Beach House de Victoria Legrand e Alex Scally. O primeiro disco Beach House era muito bom, o mais recente Devotion talvez seja ainda melhor.

Os elementos gráficos, capa incluída, são todos desenhados por eles, sobressaindo essa estética DIY que, tal como a música, torna a pouca produção num elemento de certa autenticidade que, no conjunto, tende a “cair bem”.

No último domingo, enquanto viajava de Lisboa para o Porto, passei as duas horas a ouvir Beach House e Devotion. Não os voltei a ouvir até há uma hora atrás. Quando terminou “Heart of Chambers”, já em silêncio, decidi escrever este post que funciona como uma espécie de transição para o que se segue, a escrita de um texto sobre design gráfico e o 25 de Abril que amanhã se renova.

Thursday, April 23, 2009




SOMETIMES I WONDER
por John Getz


Um dos melhores exemplos das possibilidades de transformação política geradas pelos blogues é, na minha opinião, o The Huffington Post. A sua editora, Arianna Huffington, para além de aí manifestar ser um das mais pertinentes analistas políticos da actualidade, tem influenciado, positivamente, o modo como os media tratam a informação política. A razão da qualidade deste “internet newspaper” reside no modo como duas preocupações são articuladas: de um lado a existência de uma “linha” editorial forte, objectiva, parcial e crítica, apoiada no cruzamento – por vezes contraditório – de fontes e análises; de outro lado a existência de uma abertura ao co-design, à construção participativa quer da “notícia” quer da sua possível interpretação.

Um bom exemplo, é o projecto Off the Bus, descrito por Arianna Huffington como “a citizen journalism Project”, que revela a necessária capacidade dos jornalistas se integrarem nos, assim chamados, “novos ciclos emergentes”, tal como a recente campanha presidencial bem demonstrou.

Para concluir, devo acrescentar que os recentes livros de Arianna Huffington, como Fanatics and Fools ou Pigs at the Trough, apresentam-nos o que de mais acutilante e lúcido reflecte um actual certo estado da sociedade americana.

Tuesday, April 21, 2009

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CONDIÇÃO CONTEMPORÂNEA


Ressalta, na actualidade, tal como tem sido sublinhado por autores como Ulrich Beck ou Terry Smith, uma “condição da contemporaneidade”.

Reportando-nos ao contexto do design podemos falar numa condição contemporânea no design, condição essa que confere ao presente características particulares que produzem efeitos disseminados: da dimensão ideológica e pós-ideológica da política global à dimensão particular de cada existência individual.

Deste modo, termos como “modernidade” e “pós-modernidade” parecem inadequados para descrever esta situação, se não por outras, pela imediata razão que ela se constituí mediante uma permanente fricção antagónica, como lhe chama Terry Smith , que resiste, simultaneamente a qualquer particularização e a toda a universalização.

No interior desta contemporaneidade, pelo menos três forças, que não cessam de se modificar reciprocamente, estão conflagradas:

1. A pressão hegemónica da globalização, face a uma crescente onda de diferenciação cultural/ a pressão hegemónica da globalização pelo controlo do tempo, diante da proliferação de temporalidades assíncronas;

2. A intensificação da desigualdade entre nações, regiões, povos, classes e indivíduos, desigualdade que ameaça horizontes de emancipação;

3. A difícil (e por vezes conflituosa) coexistência de comunidades de conhecimentos especializados mas sem acesso umas às outras, reflectindo uma situação na qual a acção e a comunicação são potencialmente espontâneas e, no entanto, necessitam de ser mediadas.

Perante a emergência do que Ulrich Beck chama de “regimes políticos transnacionais” vamos assistindo a um crescente envolvimento do design em redes de acção transnacional mobilizadas por lógicas de política directa que visam gerar transformações sociais, já não como forças de contra-poder de combatem a partir de fora as instituições, mas agora operando no interior das próprias instituições. A ideia vai sendo afirmada mas não é demais sublinhar: a dimensão política do design está a mudar.

Wednesday, April 15, 2009






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Para começar, falemos de design participativo. Esta é a ideia comum ao Seminário Caso de Estudo: Saal e Práticas Participativas que terá lugar no próximo fim de semana integrado na excelente programação dos Estados Gerais; ao meu mais recente artigo a ser publicado na Arte Capital intitulado O Designer Como Produtor para ler na Arte Capital e comentar no Ensaio.



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Esta abertura à participação revela-se igualmente na proliferação dos wikis e dos unbooks, sobre estes o Design Dialogues publica um interessante artigo.



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No dia em que o Manchester vem a Portugal eu estou a pensar ir a Manchester, o motivo é a exposição Black Panther Emory Douglas & The Art of Revolution
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Já todos nos tinhamos apercebido há cada vez mais (e melhores) blogues sobre tipografia. A Eye Magazine publica a lista dos 10 melhores.



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Abril marca o fim do Speak Up. Criado em Agosto de 2002 por Armin Vit foi nos últimos anos, a par do Design Observer criado cerca de um ano depois do Speak Up, o blogue de referência para quem queria acompanhar uma visão crítica sobre o design. Vamos sentir a falta!

Monday, April 13, 2009




Soube, oficiosamente, no final de Março e, no passado dia 08, através da Newsletter # 6 da ExperimentaDesign a notícia tornou-se oficial: Ian Anderson passa a integrar a Direcção Artística da ExperimentaDesign.

Acerca das funções a desempenhar restam algumas dúvidas. Se lá fora se noticiou que Ian Anderson passaria a ser o novo Director Artístico da Bienal, ocupando o cargo desempenhado por João Paulo Feliciano na anterior edição, já a Newsletter da ExperimentaDesign fala de “Direcção Criativa da comunicação” da Bienal, o que corresponderia a um cargo novo, desempenhando funções anteriormente entregues a uma pequena equipa (Rute Paredes; André Cruz; Nuno Luz; Marco Reixa...).

A escolha do designer britânico dificilmente pode ser contestada. Ian Anderson é indiscutivelmente competente para as funções que podemos supor irá desempenhar e tem, a seu favor, o conhecimento da realidade da ExperimentaDesign ganho nas colaborações com as edições anteriores. Não me atrevo sequer a sugerir que a escolha pudesse ter recaído num nome português; a ExperimentaDesign é um evento de projecção internacional, que começou por acontecer em Lisboa e que, agora, acontece, alternadamente, em Lisboa e Amesterdão. Tem à sua frente uma comissária, igualmente, de projecção internacional – Guta Moura Guedes – e é natural que queira colaborar com aqueles que lhe parecem ser os melhores, independentemente da sua nacionalidade.

A próxima edição marca o regresso da Bienal a Lisboa depois da acidentada e, em muitos aspectos, desequilibrada edição de 2005. No dia da inauguração – 15 de Setembro de 2005 – um impiedoso artigo do crítico cultural Augusto M. Seabra, publicado no jornal Público, expunha a estranheza da inauguração da Bienal acontecer do Centro Cultural de Belém onde Guta Moura Guedes Administradora do CCB iria receber Guta Moura Guedes Directora da Experimenta num “Guta welcomes Guta” como Augusto M. Seabra, ironicamente, lhe chamou. Acesa a polémica logo no primeiro dia, sucederam-se depois os atribulados dias na Câmara de Lisboa e o fim, ainda que temporário, da ligação da ExperimentaDesign a Lisboa. Três anos depois, não parecem restar dúvidas que Lisboa sofreu mais com o divórcio que a Experimenta e a sua Directora que mostraram uma inquestionável capacidade de vender a marca ExperimentaDesign a outras capitais europeias.

Se a escolha de Ian Anderson mais do que não oferecer contestação, merece ser elogiada, o silêncio com ela foi recebida surpreende-me. A imprensa nacional não o noticiou, a blogosfera permanece em silêncio. Esta não-reacção parece ser, aliás, a reacção típica do contexto do design em Portugal. À exepecção de uma ou duas vozes individuais (veja-se o modo como o crítico de design Mário Moura não deixou passar em claro a questão da nova imagem de Serralves) e perante a existência sossegada – sossegadíssima ao ponto de nos questionarmos se ainda estão vivos – de Centros e Associações de Design, o meio do design português faz lembrar aquele adolescente que inquirido sobre algo opta sempre pelo quadrado “não sabe/não responde”. O que talvez envolva, na sua não-resposta, uma resposta eloquente, uma espécie de contínuo e sonoro “who cares?”.

Friday, April 10, 2009

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SEJAM BEM-VINDOS COA GRAPHICS


Sou regularmente surpreendido. Ora é um escritor, ora é um músico, ora é um designer que, por vezes acidentalmente, fico a conhecer surpreendendo-me como foi possível não o ter conhecido antes.

O encontro desta semana foi com o excelente trabalho dos japoneses COA Graphics e, em particular, do criador do estúdio o designer gráfico Ken Fujieda. O nome de Ken Fujieda já me havia aparecido num número especial da Idea Magazine mas o facto desta revista (que me parece uma das mais interessantes da actualidade) publicar, muitas vezes, os textos exclusivamente em japonês, foi o caso no artigo sobre Fujieda, impediu-me de mais cedo lhe ter, de facto, prestado atenção.


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Nas revistas e blogues ocidentais (da Eye ao Design Observer, da Creative Review à Dot, Dot, Dot) nem uma referência aos COA Graphics, ausência difícil de compreender, não só pelo qualidade do trabalho do estúdio, mas também pelo facto de à COA estar associada uma editora discográfica e dos seus membros serem, tanto quando fui percebendo, criadores dinâmicos e multifacetados.

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Nomeadamente Fujieda é também músico, sendo, com Kana Otsubo (ilustradora) Kiyoaki Sasahara (Fotógrafo) um dos membros dos Spangle call Lilli Line.

Se a música dos ScLL não me impressiona – pop doce como aquela há muita – mais interessante é a qualidade da animação gráfica dos vídeo clips da banda, como se constata aqui ou aqui.

No entanto, volto ao início, o que mais me seduziu foi mesmo o trabalho gráfico, foi por ele que adicionei a página dos COA Graphics aos meus favoritos. Bem-vindos Coa Graphics!

Tuesday, April 07, 2009



ROGÉRIO DUARTE (1939/)

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Rogério Duarte nasceu em Itabira, estado da Bahia, em 1939, tendo-se mudado para o Rio de Janeiro no início da década de 1960.

Não sendo formado em design, tal como explica em diversas entrevistas, aos vinte anos a qualidade do seu trabalho era já suficientemente reconhecida – integrando na altura um círculo de intelectuais baianos onde se incluíam Glauber Rocha, Calasans Neto e Fernando da Rocha Peres - para que, com uma Bolsa de Estudos, viesse estudar para o Rio na Escola de Belas-Artes, na Escolinha de Artes do Brasil e no Museu de Arte Moderna onde foi aluno de Otl Aicher, Tomas Maldonado e Alexandre Wollner.

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Em 1961 integra, como estagiário, o estúdio de Aloísio Magalhães, extraordinário designer pernambucano, um dos mais influentes designers brasileiros do século XX e um dos fundadores da ESDI.

Os famosos cartazes de Rogério Duarte começam a surgir por essa altura, cartazes para acções políticas, concertos e filmes, com destaque para o icónico cartaz do filme Deus e o diabo na terra do sol (1964) realizado pelo amigo Glauber Rocha.

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A partir de 1965 torna-se amigo de Caetano Veloso e passa a contribuir determinantemente para a definição da Tropicália. Nesse mesmo ano publica na Revista Civilização Brasileira o artigo “Notas sobre o desenho industrial” no qual discute questões como a diferença entre arte e design, critica a influência ulmiana no design brasileiro e mostra-se apreensivo com o destino da ESDI.

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Em Abril de 1968, na saída da missa pela morte do estudante Edson Luís, Rogério Duarte é preso e torturado pela polícia militar. Embora o seu estado de saúde tenha saído abalado, continua a desenvolver activamente o seu trabalho de designer durante as décadas de 1970 e 1980, estando ligado a inúmeros projectos editoriais: revistas Navilouca e Desígnio e diversas capas de livros. A sua criação fulgurante e multifacetada – músico, poeta, videasta, designer – fez com que ficasse conhecido por Rogério Caos e se, indiscutivelmente, dali emerge uma ordem – ou pelo menos um sentido – esta imagem caracteriza bem a arte de Rogério Duarte: um imenso, criativo e fulgurante caos.

Wednesday, April 01, 2009

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REACTOR ENTREVISTA BOLOS QUENTES


Sendo um jovem Atelier, Bolos Quentes é o nome por detrás de alguns dos mais entusiasmantes projectos de design de comunicação que nos apareceram no último ano e meio. E pela promessa de muito mais. Fica a entrevista e os links para os seus projectos por eles sugeridos.


O primeiro trabalho dos Bolos Quentes que me lembro de ter visto foi o projecto gráfico da revista Textos e Pretextos em 2004. Confesso que não voltei a acompanhar o vosso trabalho até há sensivelmente um ano. Hoje o atelier evidencia maturidade e personalidade. Podem explicar qual foi o vosso percurso?

É compreensível só teres voltado a acompanhar o trabalho desde há sensivelmente um ano, pois o atelier enquanto ocupação a tempo inteiro só começou há um ano e meio, quando todos nós acabámos o curso na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. O projecto gráfico da Textos e Pretextos foi o caso de maior visibilidade do nosso trabalho enquanto estudantes. Na altura o atelier já existia, mas devido às condicionantes impostas pelo horário de um estudante, existia noutros moldes. Existia como um lugar de partilha de experiências e de projectos. Inicialmente ajudávamo-nos uns aos outros através da crítica de alguns projectos académicos. Daí a começarmos a desenvolver de raiz os nossos próprios projectos não foi necessário muito tempo. Recuando ainda mais atrás no tempo e para explicar como tudo começou, o atelier nasceu da necessidade do Albino e do Duarte terem um espaço de trabalho fora de casa. Quando iniciaram a aventura de encontrar um atelier na baixa do Porto para alugar depararam-se com o problema de rendas altas e com o facto de ser necessário partilhar o espaço com outras pessoas. Assim surgiram o Sérgio e o Miguel que se mostraram receptivos à ideia. Com o passar do tempo as afinidades foram tomando forma acompanhadas pelo desejo de desenvolver os nossos próprios projectos, levando-nos ao trabalho referido na pergunta, o projecto gráfico da Textos e Pretextos. Esse não foi o nosso primeiro trabalho, mas como referimos há pouco foi o de maior visibilidade devido a uma maior tiragem e distribuição a nível nacional. Foi um projecto que nos mostrou que o design vive muito da crítica, análise e vontade de fazer pois na altura os nossos conhecimentos técnicos em software de paginação eram praticamente nulos. Mas foi um óptimo desafio perceber como tornar harmoniosa uma grelha, tornando agradável a leitura de uma revista de aproximadamente 200 páginas. Como referimos à pouco o atelier era um espaço de convívio e troca de ideias/informação. Uma pessoa que sempre acompanhou o nosso percurso e com a qual alguns de nós desenvolvemos projectos paralelos foi o designer João Alves Marrucho. Foi através do João que surgiu o convite para em conjunto desenvolvermos o projecto gráfico da revista. Desde então alguns anos passaram, e a maturidade e personalidade que poderemos evidenciar é fruto do nosso trabalho e de uma constante luta e cedência interna de ideias, na procura do melhor resultado formal e riqueza plástica para determinada ideia/proposta.


Ver aqui.



E nesse percurso que descrevem havia algum objectivo central, isto é, tinham desde o início definido o que queriam que os Bolos Quentes fossem?


Sim e não. Como referimos na resposta anterior o atelier surgiu com a necessidade de um espaço físico onde pudéssemos trabalhar. Na altura a faculdade fechava à meia noite mas mesmo assim gostávamos de trabalhar para além dessa hora. Tínhamos também a necessidade de ter um espaço onde pudéssemos experimentar à vontade, sem comprometer a "paz" de quem o habitasse, o que inviabilizava a ideia de trabalhar em casa. Com o decorrer do tempo a ideia de criarmos um atelier foi tomando forma. Um atelier que cruzasse informação e que nos desse a liberdade de desenvolver projectos em conjunto ou com elementos exteriores, sem que isso comprometesse o crescimento do mesmo. A troca de experiências daí resultantes era um factor de enriquecimento pessoal que não seria possível se trabalhássemos por conta de outrem devido a contratos de exclusividade.


Ver aqui, aqui e aqui.



Quais eram as vossas principais referências?



As nossas principais referências ... De início começa com uma sede de ver o que se faz ou o que se fez "lá fora". Com o decorrer do tempo começámos também a ter um papel activo na produção de conteúdos e não só na fruição/observação. Uma produção nossa e daqueles que nos rodeavam. Começámo-nos a aperceber da riqueza do material produzido pelos nossos colegas e amigos assim como o meio em que estávamos inseridos, bastante rico plasticamente e com uma cultura visual consistente. A partir desse momento as nossas referências passaram a ser os que conviviam connosco. Ou por passarem pelo atelier, ou por inaugurarem uma exposição, ou simplesmente por irmos beber uma cerveja e discutirmos ideias. Claro que sempre com um olho no que se passa "lá fora", mas também com a consciência da riqueza do trabalho que é produzido nesta cidade. Muitas vezes esse trabalho é subaproveitado ou mesmo condicionado a não passar de ser uma ideia em gaveta, mas que mais cedo ou mais tarde servirá de referência.

Podemos referir nomes sonantes e determinantes na história do design mas penso que já tiveram o seu tempo de antena e reconhecido mérito. Pensamos que a resposta às nossas principais referências encontra-se nas nossas principais vivências, que passaram pelo café Belas Artes, o Passos Manuel, o Pêssego pra Semana, o Senhorio, a Tendinha dos Poveiros, o Salão Olímpico, o bufete Baía, o Sporting, o clube desportivo Praça da Alegria, todas as pessoas com quem vivemos estes espaços, que neles habitavam directa ou indirectamente e todas aquelas que fizeram parte da nossa formação curricular e vivência da cidade.



Bolos Quentes é um atelier de design de comunicação. No entanto, olharmos para os vossos projectos convida-nos a redefinir a noção mais convencional de design de comunicação (muito circunscrita à produção gráfica) na medida em que exploram diferentes suportes, meios e lógicas de comunicação: da instalação multimédia ao cartaz. O Bruce Mau dizia que o design é uma “acção sintética” que, de cada vez, faz uma síntese de diversos elementos que nos pré-existem, circulando no interior de um processo de comunicação onde o designer vai intervir. De algum modo revêem-se nesta interpretação?


De algum modo qualquer designer acaba por se rever nessa interpretação. Pode não o fazer sempre mas acaba por haver um ou outro projecto a que a isso obriga. Somos todos formados em Design de Comunicação e Artes Gráficas e não somente em design gráfico. Como tal agrada-nos pensar a comunicação em diferentes níveis não nos cingindo apenas ao design gráfico, aproveitando as oportunidades que temos para explorar outros meios quando os projectos o permitem. O design tal como qualquer outra disciplina criativa (e não só) mantém uma relação inegável com a história e desenvolvimento tecnológico. Como tal quando partimos para um projecto tentamos ter isso em conta bem como a contextualização social e cultural. Por exemplo quando fomos abordados pelo artista plástico João Marçal sob o seu pseudónimo Marçal dos Campos para fazer um cartaz para um concerto no Cinema Passos Manuel, optámos por fazer um cartaz/instalação. Era um cartaz para afixar somente no espaço, por isso aproveitamos a montra do cinema e construímos 3 caixas de luz onde colocamos a informação para essa noite. Cada caixa correspondia a uma cor do logótipo do Cinema Passos Manuel. A escolha das caixas de luz não se prendeu somente por um juízo estético mas também porque o João Marçal enquanto artista plástico havia desenvolvido um trabalho partir de caixas de luz, que nos tinha chamado a atenção e provocado um certo fascínio. Formalmente o resultado final não se aproxima ao de um cartaz, mas cumpre a função do mesmo.

Embora saibamos que não se trata de um cartaz gostamos de pensar o resultado final como tal. As coisas acabam por ser muito aquilo que nós pensamos e queremos que elas sejam e não apenas o que elas aparentam ser. Para nós a intenção é determinante na contextualização de um projecto. As variáveis que habitam o momento de criação de um objecto levam-nos a repensar a utilização do meio/medium correcto para responder às nossas intenções.


Ver aqui, aqui e aqui.



Numa descrição objectiva, diria que os Bolos Quentes são um atelier de design, português, portuense. Como completariam (ou corrigiriam) esta descrição? Até que ponto se sentem integrados na “cultura do design” portuguesa?

Esta é uma pergunta complicada. Neste momento somos todos do Porto. O Sérgio e o Miguel já o eram, o Albino e o Duarte vieram de outras cidades em 2001. O Duarte de Braga e o Albino de Setúbal. No entanto a nossa vida construiu-se nesta cidade. Abraçámo-la ao longo dos anos e sentimos a necessidade de dar o nosso contributo, pois a cidade fervilhava de actividade quando chegámos e era impossível não reagir. No entanto há muita gente que não conhecemos, e que também que não nos conhece (a nível de trabalho).

Até que ponto nos sentimos integrados na cultura do design portuguesa não sabemos, mas que fazemos parte dela é inegável. O Porto tem uma escola gráfica forte e bem demarcada, merecedora de destaque internacional.

A nível nacional não podemos cingir a "cultura do design" ao Porto, existe muito valor espalhado por este pequeno país, o que o torna num grande país na produção gráfica.


Ver aqui e aqui.

Wednesday, March 25, 2009




SOMETIMES I WONDER
por John Getz


No final do ano de 1990, a revista BUZZ pediu-me para fazer uma lista comentada das neo-novidades de L.A para ser publicada no primeiro número de 1991. Porque L.A. is my city lá avancei, no que não pretendia ser mais do que uma expressão do “the talk of Los Angeles”.

A sensação era a de que tudo estava a acontecer em L.A. – e o que não acontecia ali, estava a acontecer em Atlanta. Nova York parecia-nos então coisa para nova-yorkinos, interessante mas sem nada de novo interesse, ao contrário de L.A onde – tirando Holyfield – tudo estava e tudo acontecia. Mesmo as coisas menos desejáveis, como o Predador 2 à solta, promovido com o infeliz tyser: "He’s in town With a Few Days to Kill”.

Em contrapartida, tínhamos policias de bicicleta patrulhando as zonas East e South-east; tínhamos Lena Olin, mesmo que ela confessasse detestar Los Angeles; Lauren Hutton melhor que nunca; tínhamos a Victoria’s Secret e a Julie Cruise que depois de participar em quase todas as bandas sonoras para filmes de David Lynch lançara finalmente um álbum só dela, o extraordinário Floating into the night. Só em 90, depois de alguns desencontros, consegui assistir a um primeiro concerto de Julie Cruise, numa pequena sala da zona east. Recordo-me que foi uma experiência verdadeiramente extraordinária e tenho ainda bem presente essa sensação de levitar que senti ao ouvir The World Spins – embora estivesse prostrado numa cadeira de veludo, com um copo de mescal na mão.





Creio que aquela lista retratava não apenas o espírito do convite – e da própria revista BUZZ que conseguia, com toda a naturalidade, falar num mesmo número de Carrie Fisher, Marc Reisner e Preston Sturges – mas também o meu próprio espírito e o da cidade: e ali coexistiam o designer trendy Dakota Jackson, referências aos melhores sítios para beber em L.A. o melhor vinho californiano, gravatas garridas e John Updike.

Muito do que ali se falava mudou, alguma coisa desapareceu, mas por vezes sinto que ali consigo voltar, que algures ainda existe aquela cidade – que nunca deixou de ser inventada – e que, afinal, ela precisa tanto de nós como nós dela.

Friday, March 20, 2009




Neste final de semana era aqui que eu queria ter estado. Acabei por ficar por cá numa semana mais vazia depois do, tão talentoso como simpático, James Sturm ter regressado a casa. Ficaram, da semana que agora termina, sobretudo leituras. A começar por um interessante artigo em que Rick Poynor trabalha a noção de relational aesthetics de Bourriaud.

Curiosamente, só li o texto depois depois de ter começado a trabalhar o Nicolas Bourriaud com os meus alunos de Mestrado em Design. Refira-se que o texto de Rick Poynor parte de um outro interessante texto publicado por Andrew Blauvelt no Design Observer.

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Entre as leituras, recomendo também a entrevista, publicada no Grain Edit com o ilustrador norte-americano Frank Chimero numa interessante conversa sobre as referências, as influências e o processo de trabalho de Chimero.



Na quarta-feira estive a rever uma boa parte das Stock Exchange Visions e com particular atenção às das Bruce Mau. As Stock Exchange Visions eram a par das Brief Message (criadas por Khoi Vinh e Liz Danzico) dois dos meus projectos alojados na internet favoritos. Extinguiram-se os dois há cerca de um ano e a reflexão (mesmo que nesse registo de statement) sobre design ficou menos dinâmica.

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Ontem, encomendei na Amazon o livro Paul Renner: The Art of Typography, usado (mas quase novo, garantem) o livro ficou muito, muito barato, paguei sobretudo portes de correio para ficar melhor documentado sobre do criador da Futura.


Por estes dias andei a ouvir o novo Beware (forte capa!) de Bonnie “Prince” Billy que não me desagradou mas também não entusiasmou. No topo das mais ouvidas devem ter estado, no entanto, DLZ dos TV On The Radio e a velhinha Please let me get What I Want dos Smiths.

Ontem vi na 2 um episódio da série Fringe que creio ser dos mesmos produtores de Lost, pelo menos a “receita” J.J. Abrams está lá explorando um inverosímil realismo que possibilita praticamente tudo (modelo narrativo que julgo ter sido criado, para televisão, com o Twin Peaks de Lynch).

Com consciência pesada por ter perdido a exposição da Filipa César na galeria Cristina Guerra, amanhã é dia para ir ver exposições. Umas horas estão guardadas para ver a exposição Arquivo Universal, provavelmente logo de manhã depois de um passeio pela feira de alfarrabistas no Chiado.

Falando em exposições, consta que o Silo do Nortshopping vai deixar de acolher exposições. A ser verdade, encerra assim o espaço que Andrew Howard conseguiu tornar atractivo com as excelentes exposições da série Idiomas, espaço que afinal era o único em Portugal a acolher regularmente exposições de design.

PERFIL

REACTOR é um blogue sobre cultura do design de José Bártolo (CV). Facebook. e-mail: reactor.blog@gmail.com